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TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A violência contra mulher nem sempre deixa marcas no corpo, mas sempre deixa marcas na vida.



Quando falamos em violência contra a mulher, muitas pessoas ainda pensam apenas em agressão física. Mas a verdade é que a violência vai muito além dos hematomas.

Ela pode ser silenciosa, sutil e devastadora, e muitas vezes começa com controle, manipulação e desvalorização.




Segundo a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), violência doméstica e familiar é qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.


Entender os tipos de violência é o primeiro passo para romper o ciclo.Quando falamos em violência contra a mulher, muitas pessoas ainda pensam apenas em agressão física. Mas a verdade é que a violência vai muito além.


Violência Psicológica: A mais silenciosa (e uma das mais comuns)


A violência psicológica é uma das formas mais frequentes e menos reconhecidas. Muitas mulheres vivem esse tipo de abuso por anos sem perceber que estão em uma relação violenta.


Ela acontece quando o agressor:

  • Humilha e desvaloriza

  • Manipula emocionalmente

  • Ameaça

  • Isola a mulher de amigos e familiares

  • Controla roupas, redes sociais e decisões

  • Faz a vítima duvidar da própria memória ou sanidade


Esse tipo de violência fragiliza a autoestima, gera medo constante e cria dependência emocional.


O Código Penal Brasileiro reconhece a violência psicológica contra a mulher como crime (Art. 147-B), reforçando que causar dano emocional por meio de ameaça, manipulação ou humilhação é uma forma grave de violência.


Se ele controla, humilha e ameaça, não é cuidado — é violência.


Violência Física: Quando o corpo vira alvo


É a forma mais visível de violência. Inclui:

  • Empurrões

  • Tapas

  • Socos

  • Chutes

  • Estrangulamento

  • Queimaduras


Muitas vezes, a agressão física não começa com socos. Começa com um empurrão “sem querer”, um aperto no braço, um objeto arremessado.

A violência física pode escalar rapidamente e, em casos extremos, levar ao feminicídio, o assassinato de uma mulher por razões de gênero.


Violência Sexual: Quando o consentimento é ignorado


Violência sexual não é apenas estupro.


Ela inclui:

  • Forçar relações dentro do casamento ou namoro

  • Obrigar a mulher a práticas que ela não deseja

  • Impedir o uso de métodos contraceptivos

  • Controlar decisões sobre gravidez


Casamento ou relacionamento não anulam o direito ao “não”.


Consentimento precisa ser livre, consciente e contínuo.




Violência Patrimonial: O controle pelo dinheiro


A violência patrimonial acontece quando o agressor utiliza recursos financeiros ou bens para manter a mulher em situação de dependência.


Ela ocorre quando ele:


  • Controla todo o dinheiro

  • Impede a mulher de trabalhar

  • Retém documentos pessoais

  • Destrói bens e objetos

  • Faz dívidas em nome dela


O objetivo é limitar a autonomia e dificultar que a mulher saia da relação.



Violência Moral: Ataques à reputação


A violência moral envolve atitudes que ferem a honra e a dignidade da mulher, como:


  • Calúnia

  • Difamação

  • Injúria

  • Exposição da intimidade


Na era digital, essa violência ganhou novas formas, como a divulgação de imagens íntimas sem consentimento ou ataques públicos nas redes sociais.


Sinais de alerta que muitas mulheres ignoram


Nem sempre a violência começa com agressão física.

Ela pode começar com:


  • Ciúmes excessivo

  • Isolamento

  • Culpabilização constante

  • Ameaça de tirar os filhos

  • Destruição de objetos pessoais

  • Desrespeito ao “não”


Se você precisa mudar quem você é para evitar conflitos, algo está errado.


Como Buscar Ajuda?


Se houver risco imediato, ligue 190.

Para orientação, denúncias e informações sobre seus direitos, ligue 180. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.


Você também pode buscar apoio com social, psicológico e jurídico especializado pelo SOS Fala Mulher, canal seguro e sigiloso disponível 24 horas em: www.falamulher.org.br





Há mais de 22 anos, a Associação Fala Mulher atua no enfrentamento à violência contra a mulher, oferecendo acolhimento humanizado, orientação profissional e encaminhamento para serviços especializados.



Importante


A violência contra a mulher não começa com o feminicídio.

Ela começa com o controle.

Com o silêncio.

Com a naturalização do abuso.

Informação salva vidas.

Reconhecimento rompe ciclos.

Acolhimento reconstrói histórias.

Se este conteúdo fez sentido para você, compartilhe. Pode ser o primeiro passo para que outra mulher encontre apoio e proteção.






 
 
 

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